Atenção

É livre a manifestação do pensamento; é livre a expressão da atividade intelectual e científica; é inviolável a intimidade, a vida privada; é livre a associação para fins lícitos (Art. 5º, incisos IV, IX, X e XVII, da CRFB/1988).


quinta-feira, 10 de maio de 2012

Os elefantes da Anna

Sempre que eu vejo elefantes preciso lembrar da minha irmã. Não, ela não é gorda. Mas coleciona elefantes dos mais diversos tipos. De cerâmica, pelúcia, metal, ou de cristal. Às vezes me deparo com elefantes fabulosos nas lojas. Na Índia eram dos mais variados tamanhos. Inclusive reais, andando pelas ruas, nas calçadas. Lindos! Majestosos!


Quando dá,  mando um elefante "falso" à minha irmã. Hoje a lembrança porém será virtual. Na Índia, os elefantes são muito comuns. Dependendo da região, fazem parte da rotina. Como podemos ver neste vídeo da BBC.

crédito da foto: Yasmin (da internet)
No blog Segredos da Índia tem um post interessante e curto sobre os elefantes na Índia. "Segundo a mitologia hindu, os primeiros elefantes do mundo possuíam asas e brincavam com as nuvens. Os elefantes, mesmo sem asas, continuaram a ser amigos das nuvens e a ter o poder de pedir que elas tragam chuvas. Por isso, os elefantes são ainda mais venerados na Índia. Estes animais trabalham bastante e além disso, são considerados símbolo da boa sorte e grande sabedoria. Os elefantes trazem sorte como adorno e amuletos na sala da sua casa" ... Quem é que nunca ouviu a tal história de que elefante precisa estar virado de bunda para a porta para dar sorte?

Curiosidade: o feminino de elefante é aliá.


terça-feira, 1 de maio de 2012

Sindoor: um aliado na Índia



Sindoor é aquele pó/cor vermelho/vermelha que as mulheres na Índia aplicam na cabeça para mostrarem que são casadas. Em muitas comunidades hindus a aplicação desta cor na cabeça tem este objetivo.

Na Índia, a primeira vez que o pó é aplicado na cabeça de uma mulher é no dia do casamento. É o marido quem aplica sindoor na esposa. Quando mais comprida a linha de sindoor na cabeça, mais longa a esposa deseja que seja a vida do marido. Depois de casada, se espera que a mulher use sindoor diarimente. Principalmente quando sai às ruas. A maioria dos indianos não usa aliança. O que é óbvio, afinal usar aliança é um conceito ocidental. Somente as exceções aderem ao anel. Quanto ao sindoor, não existe qualquer "regra" parecida para os homens.

A minha experiência, como estrangeira na Índia, me ensinou que o sindoor é um grande aliado das mulheres. Principalmente das estrangeiras. Ao mostrar que você é casada e que como estrangeira aderiu aos costumes indianos, os nativos te olham com outros olhos. Você deixa de ser aquela estrangeira "dos filmes" e passa a ser mais uma mulher casada, que muito provavelmente tem uma família em casa à sua espera.

Você deixa de ser "comida com os olhos". O sindoor é uma espécie de sinal. Um sinal que acaba te protegendo. Explico: uma mulher casada é mais respeitada, por se acreditar que ela se dá ao respeito.

Mulher ocidental: um clichê

As estrangeiras, por sua vez, infelizmente não têm "boa fama" entre os indianos, pelo menos não até que se prove o contrário. A culpa é da televisão. Os filmes norte-americanos principalmente, adorados na Índia, mostram cenas de sexo, beijos, romances, diferente da programação local, até mesmo diferente dos bollywoodianos que mesmo mostrando muito amor, não rola beijo nem sexo.

Os clichês ocidentais transformam as mulheres estrangeiras em mulheres "fáceis". É preciso levar em consideração que numa população de pouco mais de um bilhão de pessoas, com 60% vivendo abaixo da linha da pobreza, não é a maioria que tem formação profissional ou acesso à informação a ponto de saber que nem tudo o que passa na televisão é verdadeiro, ou que nem todas as estrangeiros são como mostradas nos filmes: "mocinhas bonitinhas".

Quando uma mulher estrangeira aplica sindoor, além de mostrar que é casada, ela mostra que aderiu aos costumes. Quem é que não gosta de ver estrangeiros aderindo às tradições de seu país ?

Portanto, DICA ÀS MULHERES que pretendem ir à Índia: sindoor na cabeça.

Já testei as três variantes:

Passear em Delhi usando sindoor
Passear em Delhi usando bindi vermelho
Passear em Delhi

... e a diferença de tratamento em público realmente existe!

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Candidaturas anônimas a emprego aumentam chances para mulheres e migrantes


matéria da Deutsche Welle
foto ilustrativa
Um processo anônimo de candidatura aumenta as chances de mulheres, pessoas idosas e migrantes serem chamados para uma entrevista ou um teste de aptidão.
Este é o resultado do primeiro projeto realizado em toda a Alemanha com candidaturas anônimas, apresentado pela Agência Federal Antidiscriminação da Alemanha (ADS, na sigla em alemão) e pelo Instituto para o Futuro do Trabalho (IZA), nesta terça-feira (17/04) em Berlim.
Entre novembro de 2010 e fins de 2011, participaram da iniciativa as empresas Deutsche Post, Deutsche Telekom, L'Oréal, Maydays e Procter & Gamble, como também o Ministério alemão da Família, a prefeitura da cidade de Celle e a Agência do Trabalho do estado alemão da Renânia do Norte-Vestfália.
Para ler mais desta matéria acesse a página original da DEUTSCHE WELLE 

terça-feira, 17 de abril de 2012

beijar é pros ricos

Hoje li num blog que beijar no rosto nem é para todo mundo. Pensando bem, não é mesmo. Já me deparei com muita gente que não sabe dar beijinhos na cara. "Nem todo mundo nasceu pra sair beijando, minha filha", ouvi outro dia.

A informação até que faz sentido. Nem é preciso sair do Brasil para averiguar o fato. No interior do Brasil, para pessoas que vivem restritas a pequenas comunidades beijar no rosto ao se cumprimentar também não é a melhor coisa a se fazer.

Ao deixar a terra da cana-de-açúcar e do futebol, é possível verificar as diferenças culturais já na maneira como as pessoas se cumprimentam. Alguns dão aperto de mão que é como acontece entre os alemães, outros dão abraços, outros beijam no rosto e outros na boca (os russo?)...

O blog Cá e Lá do jornalista Nuno de Noronho que está neste momento estagiando na Deutsche Welle, no serviço português para a África, conta essa diferença de "beijação" de uma maneira divertida e descontraída, ao mencionar alguns episódios. Num "portuguêx de Portugal" naturalmente, o colega de Aveiro escreve o seguinte:

Beijinhos? Só os ricos

A propósito do Dia Mundial do Beijo - que soube ter sido ontem -, devo dizer que aqui na Alemanha o cumprimento bonito e aceite é o aperto de mão. Mais do que isso não é bem visto. Não há beijos. Aliás, o povo alemão não sabe beijar na cara. Já me foi admitido.

Não sabem como colocar a cara ou a boca. E beijam as bochechas com os lábios. Blhac! Imaginem isto num encontro com muita gente?
Uma alemã de Paderborn - que diz que toda a zona junto ao Reno, no estado da Renânia do Norte-Vestfália, é caracterizada por ter pessoas muito simpáticas - disse-me que beijar na cara só mesmo entre os ricos. Uma outra de Hamburg, chamada Johanna, confirmou-me a teoria.

Aos ricos sim, é-lhes permitido um ou dois beijos quando se encontram. Abracinho piqueno também.
Que cultura vem a ser esta? Küsse

Visite o blog do Nuno de Noronha clicando aqui 

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Índia no cinema

Vamos todos à Índia. A hospedagem fica por conta do Marigold Hotel.


Um filme de John Madden, com Judi Dench, Tom Wilkinson, Maggie Smith entre outros.

Um longa de produção britânica, que finalmente não aborda somente os clichês indianos. E que se aborda, mostra-os de uma forma diferente, emocionante, e muitas vezes como realmente são.

Vale à pena assistir a este filme.